o diploma de mérito do Imperado Meiji, por uma demonstração
feita em Tóquio, tendo se tornado professor das crianças
da realeza.
Em 1934, quando contava 52 anos imigrou para o Brasil. Sendo
possuidor do nono grau era uma das maiores autoridade mundiais
em Judô e, embora tivesse fundado a Associação
Budokan do Brasil em 1945, jamais recebeu por parte da impressa
especializada a atenção que merecia. Na década
de 60 a revista americana Black Belt dedicou extensa reportagem
a sua pessoa reconhecendo-o como um dos grandes mestres mundiais
nessa modalidade.
Ao falecer com noventa e poucos anos de idade deixou atrás
de si uma fortíssima organização de Judô
com quase oitenta academias. Dizem que quando Sensei Ono chegou
ao Brasil alugou um boxe no mercado municipal de São
Paulo onde enfrentava qualquer adversário. Mais tarde
tendo estabelecido sua escola de Judô veio a se tornar
um figura lendária e muito popular no estado de São
Paulo, tendo treinado seu sobrinho Akira Ono, que viria a se
tornar o primeiro brasileiro a vencer os Jogos Pan-americanos
de Judô.
A tradição em Olimpíadas do Brasil
O Brasil tem uma certa tradição no judô
em Jogos Olímpicos. Em dez Olimpíadas em que a
modalidade foi disputada, o país conquistou doze medalhas
(duas de ouro, três de prata e sete de bronze). Em apenas
três edições o Brasil não subiu ao
pódio.
O judô estreou como modalidade olímpica em Tóquio-1964.
O Brasil teve apenas um representante, o japonês naturalizado
Lhofei Shiozawa. Ele não foi mal, chegando às
quartas-de-final na categoria dos médios.
O judô não foi disputado na Olimpíada de
1968, no México. Em Munique-1972, veio a primeira medalha
brasileira no judô -de bronze-, através do meio-pesado
Chiaki Ishii (pai da judoca Vânia Ishii, medalha de ouro
no Pan-Americano de 99).
Após um jejum de 12 anos, o Brasil foi muito bem na Olimpíada
de 1984, em Los Angeles. Douglas Vieira, na categoria meio-pesado,
chegou à medalha de prata. Luis Onmura, no peso leve,
e Walter Carmona, nos médios, conquistaram o bronze.
Em 1988, o meio-pesado Aurélio Miguel, que havia sido
cortado da Olimpíada em 1984 em favor de Douglas Vieira,
conquistou a primeira medalha de ouro do judô brasileiro.
"Cheguei como um dos favoritos. Quando ganhei, toda a minha
história me veio à cabeça, o esforço,
as brigas... A gente fica meio bobo nessa hora", afirmaria
mais tarde o campeão.
Na Olimpíada de Barcelona-1992, mais uma medalha de ouro:
Rogério Sampaio, na categoria meio-leve. Irmão
de Ricardo Sampaio, que competira na Olimpíada de Seul-1988,
Rogério venceu todos os combates, e dedicou a medalha
de ouro ao irmão, que se suicidara um ano antes.
Em Atlanta-1996, Aurélio Miguel chegou decidido a conquistar
a medalha de ouro novamente, após o fracasso em Barcelona.
Ele vencia o polonês Pawel Nastula a menos de 20 segundos
do final, quando permitiu que o adversário lhe aplicasse
um golpe e o limitasse à disputa da medalha de bronze.
Ele obteve a medalha, mas sentiu-se derrotado.
O Brasil ainda conquistou mais uma medalha, desta vez com Henrique
Guimarães, na categoria meio-leve, a mesma em que Rogério
Sampaio fôra campeão em 92.
Já em Sydney (2000), mais 2 medalhas para o Brasil, duas
de prata, conquistadas pelos judocas até 90 kg Carlos
Honorato e do leve Tiago Camilo.
Agora em Atenas (2004) conseguimos mais 2 medalhas de bronze,
conquistadas pelos judocas até 73 kg Leandro Guilheiro
e o meio médio Flávio Canto.
Confira o nosso quadro de medalhas:
Olimpíadas
Brasileiros Ganhadores de Medalhas:
1988 - Seul, Coréia: Aurélio Miguel - Peso Meio-Pesado
- Ouro;
1992 - Barcelona, Espanha: Rogério Sampaio - Peso Leve
- Ouro;
1972 - Munique, Alemanha: Chiaki Ishii - Peso Meio-Pesado -
Bronze;
1984 - Los Angeles, Estados Unidos: Walter Carmona - Peso Médio
- Bronze; Luís Onmura - Peso Leve - Bronze; Douglas Vieira
- prata
1996 - Atlanta, Estados Unidos: Aurélio Miguel - Peso
Meio-Pesado - Bronze; Henrique Guimarães - Peso Meio
Leve - Bronze.
2000 - Austrália, Sidney: Carlos Onorato
- Peso Meio-Médio - prata